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Notícias > 07 Novembro 2026

Especialistas debatem o Caminho Português em Tui


Nos passados dias 5 e 6 de Novembro, Tui acolheu o colóquio internacional “O Caminho Português: passado, presente e futuro de uma singular rota jacobeia”, no Espaço Sociocultural Camilo José Cela. O Comité Internacional de Especialistas do Caminho de Santiago coordenou o encontro, que teve como organizadora a Turismo da Galiza, entidade do governo galego, e como parceira a Câmara Municipal de Tui. A iniciativa integra o Plano Director dos Caminhos de Santiago 2022-2027.

A tradição secular do Caminho Português e o seu crescimento motivaram o colóquio, a par do Ano Santo Compostelano de 2027 e dos 800 anos da consagração da catedral tudense. Enrique Cabaleiro, alcaide de Tui, considerou-o em Outubro uma ocasião para pensar os desafios do aumento de peregrinos. Xosé Merelles, director de Turismo da Galiza, viu nele um passo para uma gestão do Caminho assente no conhecimento, na conservação do património e na qualidade da experiência peregrina.

Merelles abriu os trabalhos numa sessão com Enrique Cabaleiro, José Manuel Carpinteira, presidente da Câmara de Valença, e D. Antonio Valín, bispo de Tui-Vigo. Destacou o papel histórico e o património de Tui, bem como o trabalho pioneiro de Maria da Graça Sánchez da Gama, homenageada no colóquio. Os discursos chamaram à rota “caminho de pontes”. Carpinteira falou das línguas, das pontes e do rio que há séculos unem as duas cidades, do acolhimento a quem passa e da cooperação na Eurocidade.

O programa percorreu a história, a cultura e a arte do Caminho, a sua evolução em Portugal e na Galiza e o impacto económico nos territórios. A certificação dos itinerários portugueses, o aniversário da catedral e a hospitalidade jacobeia como património cultural imaterial também se debateram. O primeiro dia terminou com uma visita ao templo e a sexta-feira foi dedicada aos desafios actuais e futuros, com um painel sobre a Eurocidade Tui-Valença, a conferência de encerramento e as conclusões.

Os mais de 20 oradores vieram de Espanha, Portugal, Polónia, Alemanha, Itália e Brasil, de instituições como o ISCTE, as universidades do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago e a Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Viana do Castelo. A participação era gratuita e o público ultrapassou os 60 inscritos, entre membros de associações jacobeias e profissionais do turismo do Caminho, incluindo de Portugal.

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